quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Distancia

Hoje ao acordar parecia que nada existia ao meu redor... não sentia o vendo...não sentia meu sangue correr por minhas veias... o ar que entrava em meu pulmão...parecia não querer sair...minhas pernas já não suportavam meu corpo...
Olhava para o lado... não havia vida...não havia luz... apenas um único ponto em minha vista...que parece não ter nunca um alcance ... sei que posso andar em direção a ele milhas e milhas ... porem a única coisa que fara chegar a essa luz sera o tempo...esse tal tempo que me destrói a cada segundo...que leva e trás o que quer ... quando quer sem que eu possa fazer qualquer modificação...
Porem dessa vez ele foi cruel e frio...alem de levar ainda deixou marcas...marcas essas que seram cobertas porem areia...mas não apagadas...pois isso é uma coisa que o tempo não faz

É afinal o tempo deixa os nossos heróis morrerem...nos mata aos poucos...mas mesmo assim continuo esperando ele passar para que traga meu ponto de luz...
Sei que falta pouco .... menos de 24 horas...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

perda momentanea

A saudade bate em mim... meu peito já doido só em saber que um dia não poderei te ver mais... nada me interessa mais... tudo sem ti são apenas sombras... um mero jogo de luz sem reflexos...que possa definir o que realmente é... os segundos demoram a passar... os carros parecem parados... o vento parece estar parado... o mundo já não gira... fico com pressa que o tempo passe... porem ele gosta de jogar comigo... quando chega a tão esperada hora de te ver... ele passa como um piscar de olhos... são momentos de euforia... mas quando estou começando a gostar do tempo... ele me tira tua imagem...som...cheiro...toque... e ainda vem com a promessa que voltaras...
Espero que voltes todos os dias...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Vontades...

Olho para meus braços... apenas marcas restam... a sombra já se foi... ficaram dores...lagrimas...ecos...e o passado...esse que me segue...não apenas com lembranças e sim como facas que tirassem pedaços de folhas...
Sobraram sombras... não formadas por mim...mas sim pela lua...que ao mesmo tempo que me tras algo...me tira tudo o que eu tinha...
Eu a sinto passar por minhas veias...o frio que leva até meu coração...o vento que faz meu peito gelar...a chuva que faz meus olhos encherem... e finalmente a escuridão que me levara um dia... as estrelas cortam o céu de um jeito parecido com o qual minhas lagrimas passam por meu rosto não deixam marcas visíveis porem...deixam rastro de que um dia ali passou...

abaixo um texto do Pessoa :

Se te queres matar, porque não te queres matar? Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida, Se ousasse matar-me, também me mataria... Ah, se ousares, ousa! De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas A que chamamos o mundo? A cinematografia das horas representadas Por actores de convenções e poses determinadas, O circo polícromo do nosso dinamismo sem fim? De que te serve o teu mundo interior que desconheces? Talvez, matando-te, o conheças finalmente... Talvez, acabando, comeces... E de qualquer forma, se te cansa seres, Ah, cansa-te nobremente, E não cantes, como eu, a vida por bebedeira, Não saúdes como eu a morte em literatura!
Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente! Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém... Sem ti correrá tudo sem ti. Talvez seja pior para outros existires que matares-te... Talvez peses mais durando, que deixando de durar...
A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado De que te chorem? Descansa: pouco te chorarão... O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco, Quando não são de coisas nossas, Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte, Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...
Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda Do mistério e da falta da tua vida falada... Depois o horror do caixão visível e material, E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali. Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas, Lamentando a pena de teres morrido, E tu mera causa ocasional daquela carpidação, Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas... Muito mais morto aqui que calculas, Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova, E depois o princípio da morte da tua memória. Há primeiro em todos um alívio Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido... Depois a conversa aligeira-se quotidianamente, E a vida de todos os dias retoma o seu dia...
Depois, lentamente esqueceste. Só és lembrado em duas datas, aniversariamente: Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste; Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada. Duas vezes no ano pensam em ti. Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram, E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.
Encara-te a frio, e encara a frio o que somos... Se queres matar-te, mata-te... Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!... Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?
Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera As seivas, e a circulação do sangue, e o amor? Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida? Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem. Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?
És importante para ti, porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque para ti és o universo, E o próprio universo e os outros Satélites da tua subjectividade objectiva. És importante para ti porque só tu és importante para ti. E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?
Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?
Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida? Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente: Torna-te parte carnal da terra e das coisas! Dispersa-te, sistema físico-químico De células nocturnamente conscientes Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos, Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências, Pela relva e a erva da proliferação dos seres, Pela névoa atómica das coisas, Pelas paredes turbilhonantes Do vácuo dinâmico do mundo...

domingo, 22 de março de 2009

Sonho...

Nada poderia em quanto estava em teus abraços... ouvia o correr de um rio... com as folhas de outono caindo... e nada poderia me tocar ali... o sol se punha... o frio vinha chegando... as estrelas começavam a brilhar e a... e nada poderia me tocar... o vento em meu rosto... o reflexo da lua em teus olhos a deixavam mais linda... e nada poderia me tocar ali... o mundo a girar... as estrelas cruzam o céu...cometas passam para ver o quanto estou bem em teus abraços... e sabem que nem eles podem me tocar enquanto estou em teus abraços...
Porem tem uma coisa que pode me tocar... é saber que posso acordar desse sonho...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tu entre os céus...

O céu esta em chamas essa tarde... galáxias se chocam contra a que residimos... estrelas explodem a cada segundo no céu... e mesmo com esses acontecimentos ao meu redor... minhas lembranças meus pensamentos... meu ser ... estão apenas em teus trejeitos... teus braços sobre os meus ombros... tuas mãos junto as minhas... teus olhos a observarem o vasto mundo... e eu apenas a olhar a cor, os reflexos, os traços que o formam... aaaa teu sorriso... me deixa paralisado é como se eu estivesse olhando para eles durante séculos sem cansar... há o tempo a me tirar a vida... mas não teu brilho... o que dizer de teus beijos... se houvesse palavras.. com certeza ainda não descreveriam o que sinto quando os tenho... nem com descrições de Caetano,José de Alencar... conseguiriam chegar aos ventos do que são teus beijos....Enquanto o universo dança de sua forma encantadora, tu me encantas da forma mesma forma que o universo...

domingo, 15 de março de 2009

A noite passada...

A noite parecia estar como todas as outras... menos por um simples fato... alguém sairá... a noite cobre o céu com teu charme... faixas amarelas passam no chão como se fossem asteróides, a musica dentre o espaço esta, como se fizesse parte dele...
O local aparece... o tempo passa... estrelas aparecem no céu como se fossem flores de primavera... quando de repente alguém se aproxima, e com um simples gesto, e uma simples palavra conseguem para o universo... ao se virar, seria como se o tempo parasse... não se via mais nada alem de um rosto tão belo quanto qualquer outra flor, olhos que deixavam estrelas tão próximas... palavras vão e vem e aquele sorriso parecia cada vez mais deixar em transe...como um veneno trazendo alucinações...
As paredes já haviam sumido... o que estava no momento eram barulhos...
Outro simples gesto fez com que qualquer barulho que ali estivesse, sumisse... qualquer pessoa que ali estivesse fossem meras almas a caminhar, sem nenhuma importância... tuas mãos dançavam em meu corpo como se estivessem a tocar piano, teus beijos, como se fossem o vento envolviam não apenas a minha boca, mas minha alma... meus pensamentos ali não estavam mais... apenas o silencio...
A noite já começava a perder o lugar para o sol... o tempo já voltava ao normal... a hora da partida chegava...aqueles olhos ali pintando os meus pensamentos... porem não sei se com orbita regular ou apenas de passagem observando pela ultima vez aquele mundo que passou...mas vai com uma certeza... que o deixou marcado...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Não venhas

Ora... Não venhas agora construir um sorriso em meu rosto em cima de tudo o que esta acabado em destroços de mim... não tentes talhar nem que seja uma curva em meu rosto... pois nele já não a vida apenas pó ... só restaram campos se nenhuma esperança... cultivar novamente flores aqui ? pra que se o sol já não nascera mais... do que adiantaras cultivar os trigos se para mim são inúteis... não quero conclusões, pois a única que tenho é morrer... Que mal fiz... se tens a verdade guarde para ti... se eu fosse outra pessoa talvez fizesse todas as vontades... Ora vão para o diabo... ou então deixem me ir sozinho... não me joguem cordas, pois sou capaz de puxar junto vocês... Do que adianta ter o mundo em suas mãos se ele esta morto... o que fui de suposto a mim, o que fui de coração e parentesco, o que fui de serões de meia-província.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Quilometros....

Estou a cantar :
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
A sombra é uma paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa


Olho pela janela e as arvores parecem fechar cada vez mais o caminho... a cada quilometro passado o coração aperta como se estivesse para desaparecer...sinto um gelado caindo pelo meu rosto... as gotas caem como se fossem dar vida a primavera que se aproxima... mas não esqueço que ela ainda esta longe de chegar....as miragens são tão reais....mas o frio me tras de volta a realidade...a lagrima que escorre, esconde um sorriso amargo que por apenas decimos de segundo achou que tudo fosse real....os tijolos das casas não tem um passado histórico grande, mas para uma pequena historia eles tem uma grande lembrança, mesmo sendo pequenos tijolos...as lagrimas param o coração acalma as pernas enfraquecem... parece que volta a realidade por completo, já não a mais dor pois não restou nada para se sentir....

Agradeço aos poucos que me cercam e me interessam... mas em especial a uma pessoa, não digo nome pois, ela saberas quando ler esta frase... digo que a distancia não se torna um motivo para os humanos ajudarem,ouvirem e lerem....
Amiga... sou muito grato....

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Apenas...

Teus olhos cortam meu rosto de forma fria e languida, consomem meu sangue de forma vampiresca, destroem minha pele com a mesma sutileza que chuva cai das nuvens, sem perceber a dor que causam, pois a escuridão que ha dentro de teu peito não permite que vejas a luz que acabas de apagar... uma luz que possuia um brilho proprio porem foi tirado de tal jeito que já não ha mais forças para que continue a iluminar o caminho por onde passas, todo um micro universo mergulhado em escuridão e frieza, sem nenhum tipo de vida que possa ao menos mostrar que nem tudo esta perdido... sinto ser apenas um pedaço de tua cruel existência... destruída como a ultima flor que havia em vastos campos antes do inverno chegar... conduziu minha alma até a mais cruel das realidades, alem de qualquer profanidade já tenha destruído... com apenas um olhar escureceu apenas .....mais um mundo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dor...

Vejo sangue escorrendo por tua pele branca, entre teu rosto antes intocável, desce pelo teu pescoço com a mesma leveza do dançar de uma cigana chega a teu peito como se fosse um outono antes do tempo, levando todas as cores que estiveram ali antes... passa por teu ventre levando qualquer tipo de esperança que algum dia teve, cai sobre tuas pernas manchando tua alma de forma inigualável e incompreensível a deixar uma única certeza, que o fim chegara... quando chega a teus pés vai de forma tão brusca porem de forma tão imperceptível como se fosse o apagar de uma única estrela no meio de tantas outras e deixando apenas a escuridão que ali um dia existiu...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

....

Vá em paz grande homem, que deixa esta simples realidade... Gostava tanto de viver, cantava a vida por poesias, adorava o amor com um ato puro de uma sociedade perversa. Merecias viver muito mais que eu, uma criatura de fraca aparência com um valor marcado. Foste um excelente ser humano, com erros comuns a todos, mas com capacidade para julgar e corrigir... Fazia de pequenas notas musicais, partituras complexas e de simples sentimento, com pequenos minutos fez tornar uma memória eterna antes de qualquer coisa amava tudo, tinha o encanto da vida em teus olhos.Não tenho muito mais a dizer, digo apenas a ti a saudade que deixaras em nossa família.

Deixo em tua homenagem apenas a melodia do Requiem In D Minor Recordare, Jesu Pie

Salves a ti meu tio...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sepulcro...

Tuba mirum spargens sonum per sepulchra regionum, coget omnes ante thronum.Mors stupebit et natura, cum resurget creatura, judicanti responsura.Liber scriptus proferetur, in quo totum continetur, unde mundus judicetur.Judex ergo cum sedebit, quidquid latet apparebit, nil inultum remanebit.Quid sum miser tunc dicturus? quem patronum rogaturus, cum vix justussit securus?

A trombeta poderosa espalha seu som pela região dossepulcros, para juntar a todos diante do trono.A morte e a natureza se espantarão com as criaturasque ressurgem, para responderem ao juízo.Um livro será trazido, no qual tudo está contido,pelo qual o mundo será julgado.Logo que o juiz se assente, tudo o que está oculto,aparecerá:nada ficará impune.O que eu, miserável, poderei dizer?A que patrono recorrerei,quando apenas o justo estará seguro?

Frase final...
Letra exelente do mestre Mozart... escreveu perto da morte.Já tinha uma mera noção do rumo que a sociedade tomava, isso no final do século 18... como estaria se vivo hoje em dia ?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Estou a cantar...

I'm going away to leave you, I'm going to leave you in disgrace
Nothing in my favour, got the wind in my face
I'm going home, hey hey hey, over the hill
Over the hill, hey hey hey, over the hill
Can't get enough of sweet cocaine, get enough of mary-jane
Going back to where I come from, going rolling back home again
Over the hill, hey hey hey, over the hill
Over the hill, hey hey hey, over the hill
Been worried about my babies, been worried about my wife
Just one place for a man to be when he's worried about his life
I'm going home, hey hey hey, over the hill
Over the hill, hey hey hey, over the hill
I'm going away to leave you, I'm going to leave you in disgrace
Got nothing in my favour, rain in my face
I'm going home, hey hey hey, over the hill
Over the hill, hey hey hey, over the hill

sábado, 24 de janeiro de 2009

Dance...

Dance até o violino arder em chamas, dance através do pânico e sentir o sangue escorrer feito água, dance até o fim do mundo, deixe-me ver sua beleza quando os outros se vão, deixe-me sentir seus movimentos e seu sangue pulsar em seu pescoço, mostre-me lentamente a morte, traga-me o prazer do medo, dance até o fim do mundo, dance até a noite mostrar as bestas, dance outra vez e outra vez, dance como se os inimigos ao seu redor morressem,dance como se estivéssemos mortos, dance como se já não houvesse luz, dance até o fim do mundo, dance sem se preocupar com crianças no sono eterno, dance como se fosse a ultima noite, dance como se seus amigos virassem pó diante do sol, dance até o fim do mundo, dance até torna-se fluido em minhas mãos, dance através do medo como se estivesse corroendo teu corpo, toque-me com ódio e raiva e destrua tudo a sua volta, dance até o fim do mundo, dance de forma que eu possa sentir teu sangue em minha boca...

Retrospectivo...

Hoje não sou nem mera sombra de minha soberania criada por minha mente, já não sou nem sombra do que fui .Minha memoria é um ser caprichoso e bizzaro, comparavel a uma jovem : às vezes rejeita, de modo totalmente inesperavel, o que deu em cem casos, e depois, quando não se esta mais pensando no assunto, manifesta-se espontaneamente.Talvez um olhar retrospectivo na inútil tentativa de encontrar um fundamento sólido para moral nos leve a pensar que não existe nenhuma moral natural , independente dos preceitos humanos, mas que ela é simplismente um artefato, um meio inventado para melhor dominar o egoísta e vil genero humano

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Algumas palavras

Meu sangue já não corre em minhas veias, apenas escorre como se fosse a ultima vez que estivesse passando por mim, meu coração já não bate, apenas segue o pulso para não parar, os músculos já não se movem para ir a algum lugar, apenas para não atrofiarem, minha mente já não tem mais memórias nem pensamentos, apenas segue o ritmo do dia-dia. Como se fosse um rio, já não busco mais um caminho, e sim apenas um fim. Vejo tudo passar ao meu redor, sem importância sem nenhuma exaltação,já não vivo e nem quero deixar de viver, os dias passam de forma que nem percebo, e nem os levo, apenas deixo ir sem nenhuma marca e nenhuma coisa de importante.Eu tinha flores, mas o outono foi tão forte que não deixou nem sementes
Perguntaram-me o porquê escrevo:
Escrevo, pois assim trago a de volta, nem que seja por apenas algumas orações, algumas palavras, ela vem ate mim como se fosse um vulto. Não posso tocá-la mas posso sentir teu cheiro, não posso conversar, mas consigo ouvir tua voz consigo sentir teu corpo passando pelo meu como se fossemos um. Just called to tell you that I need you, porem não liguei. Algumas vezes você aparece com um vestido preto, sua pele branca que nem neve, e pensar que tudo não passa de minha imaginação, mas ela é tão real,sua voz entra em meus ouvidos como se fossem solos de violão em uma noite de luar,andas como se estivesse dançando para chamar a noite.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Critica religiosa... II

Em quase toda a terra a crença não mais existia, o temor ao senhor não mais prevalecia entre os homens, a justiça desaparecera do mundo, a violência grassava entre as nações. A fraude a traição e a falsidade pairavam por todas as coisas. Toda virtude sumira e cessara de existir como se fosse inútil, o mal reinara em seu lugar. Suas palavras pareciam vir de deus, e foram recebidas tanto por velhos, como por jovens, como uma ordem vinda do alto: “o berço da nossa fé, a terra nativa de nosso senhor, e a mãe da salvação, estão agora no poder de um povo sem deus. Já há anos a raça maldita dos Sarracenos, seguidores de praticas sujas, oprimiram com violência tirânica os lugares santos onde os pés de nosso senhor descansaram. Cães entraram nos lugares sagrados, padres foram mortos em santuários, virgens foram obrigadas a escolher entre a prostituição e a morte por tortura. Que aquele que vós lutaram, contra irmãos e parentes, que lutem agora contra os bárbaros, e que todos que seguirem nessa jornada sem busca vantagens terrenas, mas somente a salvação de sua alma e a libertação da igreja seja redimido inteiramente das penalidades de seus pecados.Os peregrinos desenvolveram um espírito de crueldade contra os judeus, infligiram uma matança cruel sobre eles, clamando que as mortes seriam um serviço contra os inimigos do Cristianismo. Atacaram-nos, decapitando muitos. Destruíram casas e sinagogas e depois dividiram o dinheiro roubado entre eles. O sermão do papa Urbano segundo, avanço os limites em sua guerra santa, um participante teria a bênção para ignorar o sexto mandamento: NÃO MATARAS," DESDE QUE FOSSE UM INFIEL". As primeiras cidades tomadas pelos cruzadores, não tiveram a mínima razão religiosa.Uns tomaram por questões financeiras e outros por questões políticas.Sempre se apoiando nas palavras de deus e jesus cristo.Nosso papa disse que se alguém quisesse salvar a sua alma, não devia hesitar em tomar com humildade o caminho do senhor, e se não tivesse muito dinheiro, a graça divina lhe daria. Tomem o caminho para o Santo Sepulcro, resgatem aquela terra de uma raça maldita, tomem seu governo para que ela floresça com leite e mel.Jerusalém vivia em paz com todas as religiões pairando sobre o mesmo solo. Hoje as bases católicas continuam as mesmas de mil anos atrás. Em 1887 Nietzsche disse : Gott ist tot. A pergunta é, será que esteve vivo algum dia ?

( Gott ist tot é talvez uma das frases mais mal interpretadas de toda a filosofia )

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Amor moderno...

A sífilis estende seus efeitos muito além do que poderia parecer à primeira vista, uma vez que constitui uma doença não apenas física, mas também moral. A partir do momento em que a aljava de Amor também passou a conter setas envenenadas, um elemento estranho, hostil e até mesmo diabólico entrou no relacionamento recíproco dos sexos e, conseqüentemente, o transpassou com uma desconfiança obscura e temerosa.
Amor: trata-se de uma ilusão voluptuosa aquela que faz o homem crer que encontrará prazer maior nos braços de uma mulher: cuja beleza corresponde aos seus anseios, do que nos braços de outra, ou até mesmo aquela que convence firmemente de que possui tal mulher, e lhe proporcionará uma felicidade efusiva. Olho dentro do turbilhão da vida, percebo todos ocupados em sanar a miséria e o flagelo que os atingem, empregando todas as suas forças para satisfazer todas as ilimitadas necessidades e evitar toda sorte de sofrimento, sem, contudo poder esperar alem da preservação dessa existência atormentada e individual durante um curto período

Critica religiosa...

Como podemos esquecer do povo "escolhido" por deus,após ter roubado no Egito, por ordem especial e expressa Jeová, os recipientes de ouro e prata que seus velhos amigos lhe haviam confiado empreendeu massacres e saques na "terra prometida ".Tendo o assassino Moises como lider e obedecendo à ordem expressa e sempre repetida do mesmo Jeová de não sentir nenhuma piedade, de cometer os homicídios mais cruéis e exterminar todos os habitantes, inclusive mulheres e crianças( Josue 10 e 11 ), seu objetivo era arrancar a terra prometida dos legítimos proprietários, uma vez que estes não eram circuncisos e não conheciam Jeová, o que contituia uma razão suficientepara justificar todas as atrocidades cometidas contra eles.Pelos mesmos motivos , a infâmia cometida pelo patriarca Jacó e seus eleitos contra Hemor, o rei de Salém,e seu povo( Genese, 34, 1 )nos é contada de maneira gloriosa justamente porque estes últimoseram ateus

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um dia li...

É impossível simpatizar intuitivamente com o conselho carpe diem – aproveite o dia, viva como se não houvesse amanhã – dado por aquele pessoal que passou por alguma experiência de quase-morte e agora diz ver o mundo com novos olhos. Não somente porque, do modo impreciso como nos é apresentado, não diz absolutamente nada, mas também porque é efetivamente idiota. Quem estiver com dúvidas quanto a isso, grite carpe diem! num velório.